sexta-feira, 16 de novembro de 2012



Eu entro nesse barco, é só me pedir.
Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou.
Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso
preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou.
Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando
em torno de mim mesma.Mas olha, eu só entro nesse barco
se você prometer remar também!
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes.
Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito,
vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer
que vai remar também, com vontade!
Mas você tem que remar também.
Eu desisto fácil, você sabe.
E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos,
mas eu entro nesse barco, é só me pedir.
Perco o medo de dirigir só pra atravessar
o mundo pra te ver todo dia.
Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir.
Mas a gente tem que afundar junto
e descobrir que é possível nadar junto.
Eu te ensino a nadar, juro!
Você tem que me prometer
que essa viagem não vai ser a toa,que vale a pena.
Que por você vale a pena.
Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012


 " A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres ..."

sábado, 8 de setembro de 2012

Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.

De cartas que jamais escrevi

Por enquanto eu estou aqui.
Não necessariamente no mesmo lugar, pois dei algumas voltas,
troquei a posição, troquei as flores, mudei de roupa.
Mas estou na mesma área, pelo menos ainda resido no raio
dos poucos quilômetros afetivos que nos pertencia.
E se te interessar, mesmo continuando aqui, exorcizei
as promessas vazias, os amores de verão, a sinceridade enganosa.
Consola-me saber que não me perdi do caminho


Ainda estou aqui, sem demarcar fronteiras,

cantando todas as canções e por acaso com o
mesmo sentimento personalizado, ironicamente agora sentido, à prestação.
Ainda tenho algumas edições de saudade, apenas algumas.
Estou em fim de temporada, mas ainda resta uma sutil ilusão.


Por enquanto ainda funciona a minha invenção de que

a gente se queria e por isso ainda rola algumas canções, algumas fantasias.
Pelos últimos acontecimentos, ou seja, pela falta de acontecimentos,
eu presumo que pouco vou me demorar neste mesmo lugar
e se resolver chegar, que seja bem depressa porque meu coração pode
ficar audacioso e tomar outro rumo sem nenhum enunciado.
Ainda estou, mas se eu for, por favor, me desculpe,
é porque precisei me refazer e estacionar em outro lugar,
pois ainda tenho a alegre confirmação que de pedaços em pedaços,
não sobrará nenhum caquinho das ilusões do passado.
Agora não presto mais atenção no
passado que junta mofo sentimental.

Quando você fez tudo o que foi preciso e ainda
assim não foi o bastante, é isso que eu chamo de impossível.
Não adianta, é só teimosia, nosso amor só funciona na horizontal.
Digo a ele que não preciso de carona merda nenhuma e
vou andando até em casa. Eu preciso pensar.
Na verdade, eu preciso não pensar.
Tenho medo de descobrir coisas que não quero. E não dá outra,
no trajeto eu me dou conta que eu sou sim uma garota inflável.
Sempre quando eu acabo vindo, no dia seguinte
eu me sinto flácida, murcha, vazia,
embrulhada e guardada numa gaveta.


quarta-feira, 4 de julho de 2012





(…)Porque a vida também andou me ensinando, me fez entender que pra ter um amor saudável, é preciso um amor-próprio inabalável. Se não, dói. Então deixa eu me amar, deixa eu me recuperar, deixa eu parar de associar amor com dor. Aproveita e se ama também!

terça-feira, 3 de julho de 2012



''Amar é permitir que alguém possa te destruir. E confiar que isso não vai acontecer."

segunda-feira, 2 de julho de 2012


Demorei pra aprender o valor do amor, e perceber quem gosta mesmo de mim. Demorei pra parar de inventar desculpas pra ausência do outro e começar a me pedir desculpas por me permitir viver com tão pouco. Mas entendi a tempo de parar de gastar meu coração e meus sonhos com quem tampouco merece meu bom dia. Agora eu guardo minha preocupação, meus esforços e meu carinho.(…)Agora são só duas opções: Me faz muito mais feliz ou me deixa em paz. Porque feliz eu já sou, e me roubarem a felicidade, eu não deixo mais.

Você queria que eu fosse como você sonhava. Só que nossos sonhos não deram as mãos, não se atraíram, não se olharam, não se quiseram. E tivemos que lidar com isso, com as neuras, paranoias, tivemos que lidar com o deslizamento, com o terremoto, com o furacão. E você não teve coragem pra lutar, pra arregaçar as mangas e trabalhar, se sacrificar por alguma coisa, porque você nunca se sacrifica por nada nessa sua vida. Você acha que as coisas precisam cair no seu colo com um laço de fita bonito. Mas as coisas não são tão bonitas assim e nem sempre faz sol e céu azul.

Pesquisar este blog